quarta-feira, novembro 5

Resenha Quem é você Alasca? e reflexão um pouco contraditória

Hey! Nice?
Bom, eu li nesses dois últimos dias (meu novo recorde pessoal) o livro Quem é você Alasca? realizando minha primeira experiência de leitura pelo computador, algo que eu sempre repeli o máximo que pude, mas que me entreguei totalmente como me entreguei a algumas outras coisas também. Enfim.
Eu tive diversas sensações durante a leitura e durante as quase 200 páginas. Eu senti ódio, eu senti pena, eu senti compaixão, eu me senti feliz e me senti de várias outras formas que se eu fosse ficar falando, não pararia mais. E quando acabou, eu senti um vazio me corroendo, eu me senti perdida, presa á algo que não sabia o que. E eu senti medo, não porque o livro tinha algo de terror (o que não tem), mas medo do meu pensamento e isso me fez pensar o quanto sabotamos á nós mesmos.

Resenha:
Miles é um garoto da Flórida. Sua vida é vazia, ele não tem amigos e gosta de colecionar últimas palavras. Quer dizer, ele lê diversas biografias em busca das últimas palavras de diversas pessoas de quem ele não lê as obras.
Em busca do grande talvez da vida, ele decide ir estudar no colégio interno Culver Creek, situado no Alabama, o antigo colégio de seu pai.
Ele chega e se descobre num lugar mais quente do que esperava, conhece Chepper (Coronel) e ganha um apelido: Gordo, sarcasmo já que ele é magricela.
Coronel então vai lhe falando sobre o esquema da Creek (como eles chama a escola) e o apresenta á seus amigos. Então Miles, ou Gordo, conhece Alasca, a garota mais linda que ele já viu e Takumi, um japonês meio rapper.
Ele aprende a beber, fumar, passar trotes e a amar Alasca, mesmo ela sendo impulsiva e inesperada, mesmo ela tendo ataques repentinos de alegria e tristeza, mesmo ela não sendo completamente perfeita.
Muita coisa acontece, não posso entregar, mas devo dizer uma coisa. Alasca se pergunta sempre por uma coisa: Como saímos desse labirinto que é o sofrimento?
Reflexão, já que minha opinião vem de brinde
A minha reflexão é sobre a pergunta de Alasca. E eu acho que só saímos desse labirinto vivendo.
A saída pra esse labirinto é nada mais nada menos que a morte, e se não aproveitarmos enquanto ainda podemos estar no labirinto, talvez a saída não valha á pena. Esse labirinto não é feito apenas de sofrimento. Ele é constituído de alegria, amigos, família, dor, vida, lágrimas, sorrisos, momentos, memórias, saudades, etc.
A algum tempo eu me toquei de que devemos apreciar o que temos. Não que reclamar seja proibido, isso é algo humano, mas talvez não devêssemos nos preocupar de verdade.
Eu sempre pensei que era pior perder do que ser perdido. Devemos então amar o que podemos, o que tem á nossa volta.
Mais uma frase do livro, uma das preferidas de Alasca, que vem de outro livro:
Amai teu vizinho pervertido/Com vosso pervertido coração
Talvez eu deva mudar um pouco essa frase, que na verdade é um verso de poema:
Aproveite o que tem a tua volta/Com todo o teu coração





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